terça-feira, 30 de agosto de 2011

Contra-mão.


E daí se todos nós gostamos do escuro?
E quais os problemas em assumirmos sermos os errados?
Fique você com sua perfeição.
Fiquem vocês com suas notas altas e bons salários.
Enquanto nós ficamos altos com volumes altos.
E qual o problema em sair na chuva?
Fique você protegido, nós escolhemos por perigo.
Viver no limite não é forjar ser algo que não é.
É não ser nada do que os outros são, e cantar isso aos brandos.
Ser rebelde não é ir dormir tarde, meu caro.
Muito menos falar uma dúzia de palavrões.
Quando conseguires não se importar com palavras alheias.
Aí sim, nos procure.
Isso leva tempo, custa caro e os retornos são complexos.
Sem nexo achar que isso é negativo.
Eu sei bem melhor do que você pensa.
Eu cuspo nas tuas crenças.
O que criamos não é solução alguma. É protesto.
Não é pacificação. É luta e reluta.
É uma batalha constante contra essa alienação filha da puta.
E ainda nos perguntam: “O que vocês ganham com isso?!”.
Ganhamos a exata distância de quem não entende.
Mas não somos superiores.
A inferioridade assumida, meu caro, é gigantesca.
Caro comprar tal idéia, não?
Se paga em espírito, índole e uma dose de coragem.
E isso não se recebe no final do mês.
Nem se adiciona como rede social.
É muita ligação pra tanta falta de assunto.
É muita indireta fracassada de quem se acha dono do mundo.
É muito subentendimento pra pouco argumento.
Ainda prefiro minha cara feia e minha frases copiadas.
Copiadas e originais de fábrica.

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