terça-feira, 27 de setembro de 2011

Então, eu.

Então, eu só queria agradecer.
Agradecer por você aparecer.
E aparecer na hora certa, sem ao menos saber.
Então, eu só queria agradecer.
Agradecer por me fazer perder.
E perder a noção que esse mundo de merda me fazia ter.
Então, eu só queria dizer.
Que pela primeira vez me entenderam sem eu precisar explicar.
Então, eu só queria respirar.
E respirar um ar poluído por fumaças e garrafas.
Me agarrando a novas idéias e nas tuas pernas.
Então, eu só queria agradecer.
Pelas incertezas que me motivam.
Você sabe como eu funciono.
Sabe jogar com isso e conhece o meu tipo.
Sabe, de longe, me fazer querer estar perto.
E mesmo quando me faço de esperto.
Você sabe pelo aperto que eu passo.
Eu só precisava de alguém pra comigo se estragar.
Precisava de alguém pra de mim mesmo me salvar.
Então, eu só queria agradecer.
Pelo teu bom gosto, pelo teu caminho torto.
Pelas tuas fotos sem cores, pelos teus diferentes sabores.
Pelas tuas músicas pesadas, pela tua alma leve.
Alma leve, sons pesados e uma dose de pecados.
Então, eu só queria pedir.
Me leva pro teu lado ou me tira daqui.
Eu só queria dizer, eu só queria pedir, eu só queria agradecer.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Você.


Me falaram que vale se perder.
Me perdi porque falaram que valia a pena.
Mas não valia a pena ouvir o que falavam.
Falei que a pena é tão lépida quanto meu peito.
E que em meu peito valia a pena confiar.
Mas não me ouviram e por si só perderam-se.
Me perdi por confiar em quem muito leve era.
Que me leva daqui pra lá, que me trás de lá até aqui.
Ouvi dizer que ainda existe um lugar bem melhor.
Vai que de repente ele aparece.
Mas não me diga que pra isso se faz preciso uma prece.
Bem melhor seria ouvir você abrir a porta.
Porta de algum lugar qualquer.
Porque lugares quaisquer existem.
Pessoas importantes insistem.
E seres desimportantes desistem.
Uma pessoa importante, num lugar bem melhor.
É por quem intitulo essas linhas solitárias.
E por hora é só.