sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tatuado na retina.

Coço minhas pálpebras com meus dedos
em um anseio tanto angustiante quanto desesperado.
Abro meus olhos em direção qualquer
que requer minha força para não ofuscar.
Perco a visão por um momento inexistente
enquanto apensa ouço meus dentes rangerem.
Libero a cólera que paira nebulosa sob meus pesamentos
sendo este o momento da folha e papel.
Nem sempre contundente, nem sempre com sentido.
Tento escrever sobre amor e conquista, pois impossível
enquanto a incerteza estampa minha retina.
Paro, penso e não mais escrevo
e então, coço minhas pálpebras com meus dedos.
Enfim uma luz, não uma ideia ou esperança
um abajur, preto e branco, produzindo brilho e sombra.
Ritmo sem dança ou o antigo lápis sem papel.
Uma cabeça que cansa, dois olhos que se fecham
e dez dedos, que os movimentos cessam.

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