terça-feira, 25 de outubro de 2011

Catalisador da loucura.

E você chega e bagunça tudo de um jeito que meus pensamentos ficam perfeitamente organizados em um labirinto. Eu nunca me dei bem com sub-entendimentos. E esse trauma, se é que uma coisa tão abstrata pode se tornar um trauma, me fez ser um adepto fervoroso dessa mesma pratica. Agora é mensagem subliminar pra cá, acho isso disso pra lá, não tenho certeza de tal coisa. E tal rosto me deixa incerto.
Incrédulo! É assim mesmo que nos vemos. 
E aí você senta na janela, vê uma noite estrelada com uma música cósmica ao fundo e pensa por onde começar. Ou melhor, pensa onde foi que terminou. E fica martelando a idéia de que nada que se está no meio, pode ter um fim. Na verdade você nem quer recomeçar. Quem recomeça demais é porque vive errante, e cara, isso explica muita coisa. Não querer recomeçar significa querer continuar. E o que não se acabou, se continua! Eu não sei se nessa nova era as pessoas ainda batem em portas ou se ainda ficam gritando em baixo de janelas. Escrever, ah sim! Escrever ainda escrevem! Mas escondem. E quando, por acaso, são descobertos pelo próprio alvo da escrita, simplesmente omitem! Ora, pra que resolver as coisas, não é? Deixa que se interpretem como bem entenderem. Escrever para alguém é como jogar um bumerangue ao ar. Você sabe que ele vai voltar, mas não sabe se ele vai acertar em cheio na sua própria testa ou repousar levemente na sua mão. Ah, e é claro, também se tem a opção de arremessá-lo e sair em disparada na direção contrária.
E é aí aonde esse ‘escritor’ queria chegar.
Distancia daquilo que se quer não é exatamente uma coisa boa. Juntando-se isso a todas as incertezas e sub-entendimentos já citados, o resultado é quase um catalisador ao puro enlouquecimento!
E se você chegou e bagunçou tudo, é porque aquela organização já não me servia mais. E se tudo tivesse bagunçado você teria colocado tudo em seu devido lugar! To precisando de inspiração pra escrever. To precisando de você pra me descrever. Eu to mesmo é precisando parar de me conter. Ou quem sabe é só a tua assustadora não-presença que me faz morrer. De medo.
E então se faz uma faxina pra limpar a casa, se abre as portas pro ar circular, se rega as plantas. Se espera dissolver, se anseia por recompor. É, quando não cabe no corpo é quando a alma transborda! E se mostra isso em filmes que me lembram você, personagens que se parecem comigo, músicas que soam como nós e.. que droga! Eu to passando por tudo isso sozinho! Santo egoísmo meu. Santo narcisismo teu! Vem logo pra cá, nós estamos é perdendo tempo. Jogando fora fragmentos importantes de lembranças e vontades.
E assim começa mais uma semana. Como se eu estivesse em frente ao oceano, e os sentimentos bons fossem as ondas. Eles chegam, vão embora, vem, vão. E por vezes nos deparamos com um mar liso, calmo. Como se ele demonstrasse ser confiante, paciente e intuitivo. Mas sabe, já vai um tempo que eu quero essas águas agitadas. Eu posso construir uma ponte, como também posso chegar até você a nado.

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